Graves - Capítulo 2


Graves acordou, já era de manhã. Ao lado dele estava Sarah, desacordada e com a perna perfurada por um pedaço de madeira do cais. Ele se levantou, pegou-a nos braços e a carregou até uma cabana que ele costuma se esconder do mundo. Ele retirou a estaca, lavou o ferimento, fez um curativo e secou suas roupas. Após um dia inteiro, ele aguardou que ela acordasse e por fim ela abriu os olhos. Miss olhou para os lado e não reconheceu o local, então percebeu que estava com roupas diferentes e se assustou ao ver o rapaz sombrio que dormia sentado na cadeira. Tentou se levantar mas sentiu um dor estonteante. Logo viu que havia uma bengala encostada na cama. Teria ele feito tudo aquilo? Por uma desconhecida? Que estava lhe apontando uma arma no dia anterior, não era possível, aquilo era BilgeWater, terra dos trapaceiros e egoístas. Ela estava faminta, logo percebeu o pão encima do criado-mudo, comeu-o e ao se virar Graves estava de pé.
- que bom que você acordou Sarah. Achei que a infecção podia piorar.
- foi você que me trocou?
-sinto muito, você não podia ficar com a roupa molhada. Poderia pegar alguma doença além do seu ferimento. Desculpe-me pelo constrangimento.
-preciso ir, sou uma caçadora de recompensas, não tenho tempo a perder.
-Se sair do jeito que está a única recompensa que vai ganhar vai ser sua própria morte.
Ela se voltou para a cama novamente e viu que ele estava certo, a ferida estava muito feia. Dessa vez ela se deitava como se estivesse protegendo as partes intimas, e estava vermelha como seu cabelo. Mais dois dias se passaram e aquele rapaz que lhe parecia a primeira vista só mais um dano colateral de sua caça se tornou gentil e atencioso, mas sempre com a cara fechada. Por volta das três horas da tarde um outro garoto abriu a porta, chamou por Graves e ele o respondeu:
- o que foi?
- consegui uma entrada escondida em um navio que sai esta noite – não vai conseguir outra oportunidade dessa tão cedo.
Ele olhou para Sarah e ela o olhava apreensiva. Ele dispensou seu amigo e foi até ela:
-Tem algum lugar que eu possa deixa-la? – Ela encarou os olhos preocupados dele.
-Tem sim... Pode me deixar na cinco com a quarta rua do bairro das conchas. – ela sempre teve um lugar para onde ir, mas ninguém nunca se preocupou tanto com ela. Miss fortune sempre foi a mulher independente que todos admiravam, a garota que aos dezesseis anos já pegava bandidos por recompensas. Era como se alguém cuidar dela fosse errado, mas no fundo era o que ela queria, o que ela precisava. Malcolm se aproximou dando os braços como apoio para que ela se levantasse, ela o olhou nos olhos bem de perto, podendo sentir sua respiração e como instinto ela o beijou. E ali ficaram por alguns minutos.



Graves levou Miss até o local indicado e ali deram seu adeus.
- Não esqueça de BilgeWaterMalcolm Graves.- ela piscou e entrou na casa da cinco com a quarta rua do bairro das conchas.

Aquela noite Graves teria que entrar em um navio de carga que se dirigia para Ionia, a terra mais espiritual em toda runaterra. Graves só queria sair daquele lugar em que cada passo possivelmente seria sua morte.
Na hora marcada ele se encontrou com seu amigo, seguiu as instruções e levou a carga que deveria entregar ao capitão. Lá ele encontrou marinheiros que indicaram o caminho.Dentro do barco o capitão conversava com o veleiro e ao se aproximar Graves o reconheceu, era o vulgo Capitão Vicent, A sombra, pai de GangPlank. Graves se apavorou e soltou a carga, andou ligeiro para de baixo da escada em busca de GangPlank. Se ele estivesse naquele barco, Graves estava morto.




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